São Paulo
São Paulo. Foto regional de arquivo; não retrata o evento noticiado. Sem edição. · Deni Williams · SP from Altino Arantes Building.jpg · 21 August 2013, 14:24:59 · CC BY 2.0
Ponto principal: O Sinapi acompanha construção e não o preço final de cada imóvel.

O Sinapi do IBGE avançou 0,44% em agosto, mantendo a variação mensal de julho, conforme a divulgação de 11 de setembro. O índice ajuda a acompanhar custos da construção civil. Não é um índice do preço final de venda de imóveis: terreno, localização, financiamento, características do projeto e margem do vendedor também entram nessa outra conta.

A média por metro quadrado não é um orçamento pronto

Ponto principal: Uma média por área não inclui necessariamente todo o escopo da sua obra.

Uma referência nacional reúne materiais e mão de obra segundo a metodologia da pesquisa. Sua obra pode usar acabamentos, estrutura ou condições de acesso diferentes. Aplicar uma média a qualquer área sem verificar o que está incluído pode deixar de fora serviços essenciais, especialmente em reformas com demolição ou problemas ainda desconhecidos.

Peça quantidade e preço, não apenas um total

Ponto principal: Quantidades, serviços e responsabilidades tornam o orçamento verificável.

Em um exemplo, 80 metros quadrados a R$2.500 por metro resultam em R$200 mil, mas apenas para o conjunto de serviços definido nessa hipótese. Uma reserva de 10% acrescentaria R$20 mil; não existe garantia de que isso seja suficiente. Solicite orçamento discriminado e identifique quem assume alterações de projeto e aumento de insumos.

Ponto principal: O índice do contrato deve ser identificado, sem substituições automáticas.

Se o contrato prevê atualização por algum índice, confira qual é, o período de aplicação e a base de cálculo antes de assinar. Não substitua automaticamente esse índice pelo Sinapi. A divulgação serve para comparar tendências de custos e questionar propostas, enquanto a decisão precisa de preços locais e de um escopo de obra verificável.

Fontes e datas